'bjartar vonir rætast er við göngum bæinn brosum og hlæjum glaðir vinátta og þreyta mætast'
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Palmas e confetis *.*
Foram estas as tais palmas que fizemos questão de acompanhar, automaticamente, só porque nos pareceu intrinsecamente inevitável. Foi incontrolável-confere.
Ovinhos
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Memória

A janela! Se não fosse aqui seria ao lado. Aqui onde? Não sei o que está por detrás desta janela desde a última vez que te ouvi dizer “serás...” e depois...? Depois saiste. Saiste...e levaste o teu “serás...”. Reduziste a minha janela de projecção a um rectângulo de memória. Se fechar os olhos, tenho a cansada imagem da Lisboa pálida à minha frente. Prédios e varandas que não sei se pintados a giz ou a frio da manhã. Se um dia voltasse a pegar em ti, querer-te-ía a sabor magenta, rosa, amor, amarelo e calma, como esta Lisboa que avisto. Formas de pirâmide, formas de casa, formas rectangulares, formas grandes, formas pequenas, formas disformes. De tantas disformidades formadas só cinco chaminés. Tu és disforme. Tu és esta Lisboa, mas sem a torre de igreja, do fundo e da direita, que persiste em abanar aquele gigantesco pêndulo gelado, pesadelo de som, provocador de pânico, anunciador de fim. Pessoas cruzam-se na rua, param e falam. Outras, cestos nas cabeça rua acima. Pessoas mascaradas de vultos-seguem o passeio, com o olhar fixo na calçada e deambulam até onde quer que seja. Já não me lembro da última vez que me arrastei deste trago de janela, que toca no céu, até às estradinhas que rumam ao Tejo, lá no fundo, borrado a cor de rio com os seus brinquedos: barquinhos harmonicamente dispersos entre fios e fios de água. Terra que toca no mar ali e acolá mais distante. Já só és a terra que-ainda-toca no mar. Ainda deixas o mar a querer tocar-te. Mas estás tão distante, terra de acolá.
Um dia serei capaz de descer e beberei um café com Lisboa dos arrepios e dos sorrisos.
Um dia serei capaz de descer e beberei um café com Lisboa dos arrepios e dos sorrisos.
sábado, 9 de maio de 2009
Visto de cima e de longe
Parabéns pelos 19.
Pega nas tuas novas asas e voa para dentro do que sempre quiseste.
Viaja e Sê!
Beijinho
sexta-feira, 24 de abril de 2009
A Vós, Takk!
As palavras, os posts magníficos de Pessoas lindas, as Pessoas lindas e a vossa criação fantástica!
Esperar-se-á pela noite que só depois vos cantarei um valente fado.. ou então calo-me masé, que é o melhor^^
domingo, 12 de abril de 2009
' Tunununu America tunununu Americaaa...'

Ora porra! Depois daquele aparato todo luminoso, daquela sincronização e esvoaçar-mais ou menos- elegante, da música que vinha de baixo e ainda do momento em que reconheci que tinha cantarolado, a caminho da escola primária, um 'tunununu America tunununu Americaaa...'(*.*), ficou em mim, laivos artísticos a quererem saltar num sítio parecido com aquele.
E se um dia eu sonhasse em sítios que tais...? Ahh caraças ainda hei-de subir a palcos...nem que seja para cantar o "you're unbelieveble" e tomar um banho de vodka(eu sou uma pessoa traumatizada, pois vi e vejo,vezes sem fim, o Coyote Ugly^^).
Acho que temos de fazer uma pequena vénia ao Miguel por este pequeno momento..Ora então cá vai *vénia*
quarta-feira, 8 de abril de 2009
Momentos Medo(nhos)
pousa a boca no peito fissurado da terra
colhe o silêncio do que está morto
regressa para onde nunca estiveste
resconstrói em ti a pequena ruina dos brinquedos
no quarto escuro refaz o fugitivo corpo
da rumorosa existência de papel bebe
a ansiedade venenosa das palavras o sangue
das perdidas aves no surdo coração da viagem
quando chegares ao límpido limiar o corpo
incendeia a cruel noite da infância despede-te
porque ao regressares aos tristes dias de hoje
terás esquecido a breve alegria do rosto e
uma luz extinguir-se-á vagarosamente
no interior da mão envelhecida
in O MEDO_Al Berto
Hoje abri-te e guardavas os grãos de areia do passado.
Soprei-os!
colhe o silêncio do que está morto
regressa para onde nunca estiveste
resconstrói em ti a pequena ruina dos brinquedos
no quarto escuro refaz o fugitivo corpo
da rumorosa existência de papel bebe
a ansiedade venenosa das palavras o sangue
das perdidas aves no surdo coração da viagem
quando chegares ao límpido limiar o corpo
incendeia a cruel noite da infância despede-te
porque ao regressares aos tristes dias de hoje
terás esquecido a breve alegria do rosto e
uma luz extinguir-se-á vagarosamente
no interior da mão envelhecida
in O MEDO_Al Berto
Hoje abri-te e guardavas os grãos de areia do passado.
Soprei-os!
Subscrever:
Mensagens (Atom)

